O resgate do samba paulista no Kolombolo

Rafael Munduruca em 14/06/10

Moradora da Vila desde que nasceu, há 24 anos, Mônica Silva é estudante de jornalismo e apaixonada por samba paulista. Essa paixão surgiu há quatro anos, quando ela conheceu o Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo Diá Piratininga, ou simplesmente Kolombolo, como é chamado por seus frequentadores. Um espaço de encontros de compositores, rodas de samba, pesquisas, oficinas culturais, produções de CD’s e de shows, que tem como o objetivo trazer ao conhecimento do público um pouco da história do samba paulista.

Apesar de frequentar a Escola de Samba Pérola Negra desde criança, antes de conhecer o Kolombolo, Mônica não sabia muito sobre as raízes do samba. Foi ali que ela descobriu que o jongo é a essência do samba paulista e que esse samba não perde nada, pra nenhum outro. E é justamente por isso que ela faz questão que todos conheçam este espaço que está logo ali no número 164, da rua Belmiro Braga.

O Kolombolo realiza uma série de oficinas, entre elas o núcleo de percussão, às segundas-feiras e a ala dos compositores, às sextas, das quais Mônica participa. Segundo ela, conviver com os integrantes do Kolombolo está ajudando-a a desenvolver o seu lado de cantora e compositora. Ela compôs um samba em homenagem à agremiação, confira no vídeo abaixo. Já existe, inclusive, um projeto para a gravação de um CD, com composições de Robson Capela e Renato Dias.

Imagem de Amostra do You Tube

No último domingo de cada mês o Kolombolo realiza a Praça do Samba, na praça Aprendiz das Letras, na rua Belmiro Braga. Durante o evento são apresentados apenas sambas paulistas e demonstrações de algumas manifestações populares, como o samba de bumbo. Na praça, Mônica participa da roda cantando e tocando surdo. O grupo “Tias Baianas Paulistas” participa da roda servindo uma saborasa feijoada e fazendo intervenções musicais.

Mônica participa ainda de duas outras atividades propostas pelo Kolombolo: a Curimba e o núcleo João Rubinato. A Curimba, ou as pastoras do Kolombolo, é um grupo de mulhers que apresentam um canto como o das lavadeiras e rezadeiras de antigamente, com o requinte da batucada de terreiro. Já o Núcleo João Rubinato, desenvolve atividades para a valorização e a divulgação da vida e da obra de Adoniran Barbosa – nome artístico de João Rubinato. Em comemoração ao centenário de Adoniran Barbosa, com base em uma pesquisa de sua obra musical, em breve o núcleo fará um show em que apresentará músicas pouco conhecidas do compositor paulista, temperadas com histórias curiosas sobre elas e seu autor.

O Kolombolo conta ainda com um selo fonográfico e um estúdio, tendo lançado a coleção “Memórias do Samba Paulista”. Neste mesmo estúdio, Mônica participou da gravação dos discos de Wesley Noog, Cafeína e Pai Élcio de Oxalá.

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Comentários (1)
Fefê 16 de junho de 2010 às 13:23

MoniCats!