O moderno à moda antiga
Davi Martins comercializa suas fotografias como uma pintura nos tempos de outrora: peças únicas e exclusivas.

O urbano está sempre presente na atual fase do fotógrafo.
A exposição virtual desta semana traz a arte do fotógrafo Davi Martins. O jovem de 29 anos é frequentador da Vila Madalena e, inclusive, alguns de seus trabalhos como fotógrafo foram clicados no delicioso samba do coletivo Kolombolo, que acontece no último domingo do mês na Praça Aprendiz das Letras. Davi também gosta de ir a bares, cinemas, teatros, cafés, galerias e ateliês da região. Inclusive, uma das fotos de Davi Martins da galeria desta semana foi tirada na Praça do Por do Sol.
Atualmente, para o rapaz, a fotografia é um hobby sério, mas o jovem trabalha com urbanismo e está em vias de iniciar um negócio novo com uma empresa de bicicletas – outra paixão de Davi – cujo nome ainda não pode ser divulgado. Mesmo sendo um ciclista, a fotografia usando a bicicleta como meio de transporte ainda é um projeto em andamento.
O tema recorrente em suas obras é a própria cidade. “Uso transporte público para tirar as minhas fotos. Aqui em São Paulo, gosto do centro e de qualquer rua que mostre um pouco da face de metrópole”, relata Davi, que anda em uma fase urbana. “Mesmo quando estou fora de São Paulo procuro algo que mostre traços de metrópole ou que mostre que o campo está se desenvolvendo para virar uma cidade grande”, completa o artista.
Seus musos inspiradores no ramo são o fotógrafo internacionalmente conhecido Cartier Bresson e o brasileiro Vincenzo Pastore. “Dentro da fotografia de metrópole, o Cartier me inspira, é meio óbvio”, explica Martins, “e Vincenzo Pastore retrata muito bem a cidade de São Paulo”, completa.
A curiosidade mais interessante sobre o trabalho de Davi é a forma como ele comercializa seus trabalhos. Apesar de não buscar a fuga do mundo virtual, sempre vende suas fotos em quadros impressos em papel de qualidade, e nunca imprime mais de uma cópia da mesma foto. “É impossível ignorar a foto digital, mas eu não amplio a mesma foto mais de uma vez. Quando eu vendo uma foto ela é datada e assinada por mim”, considera o fotógrafo.
Agindo desta forma, Davi Martins dialoga com a tendência da foto virtual, mas preserva o lado artístico do passado, que é a maneira como enxerga a arte. “É um valor agregado no tamanho, no tipo de papel e no tratamento da imagem. Eu não faço tratamento de imagem. Toda edição da foto é feita anteriormente ao clique da máquina, então é o uso da luz, dos refletores, etc”, complementa o artista, que dispõe de uma galeria virtual no conhecido site de compartilhamento de imagens Flickr. Para conhecer mais do trabalho de Davi Martins, clique aqui ou acesse http://flickr.com/davisurf.
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