Sergio Fingermann indica Sara Carone

Sérgio Fingermann.
Como diz a letra da música de Chico Buarque, “Dora que amava Pedro que amava Paulo que amava Lia”, a ideia de estreitar os laços da comunidade da Vila Madalena segue viagem e traz Sergio Fingermann para apresentar novos horizontes.
Renomado artista plástico, professor e curador de exposições, Sergio vive e trabalha na Vila Madalena há 27 anos e foi indicado pela também artista plástica e educadora Shu En Ling, sua vizinha (Veja o vídeo aqui). Procurado pela Redação do VilaMundo, Sergio faz agora a sua indicação:

Ateliê e residência de Sergio Fingermann na Vila Madalena.
Sobre Sergio Fingermann
Quando chegou na Vila, Sergio comprou uma marcenaria que hoje faz papel de seu ateliê e residência. Ele se define como um artista plástico full time, e desenvolveu portanto uma rotina de trabalho: “São vários compromissos diferentes, que não se resumem a apenas realizar exposições. Também dou aulas, palestras, escrevo textos e faço curadoria”, explica Sergio, que não para por aí, “sou muito ativo, até mais que gostaria”.
Fingermann também conhece o trabalho da professora que o indicou, Shu En Ling, como educadora de crianças. “Ela desenvolve a percepção visual. Faz um trabalho de iniciação artística bastante interessante e não trata a arte apenas como expressão, mas também tem ideias e um substrato atrás”, elogia o artista plástico.
Atualmente, tem algumas exposições coletivas e está no início da preparação de uma mostra individual. Sergio Fingermann está realizando a curadoria de uma grande exposição de gravura brasileira na Bélgica. Às vezes, gostaria que o dia tivesse mais horas: “Isso está me tomando bastante tempo, porque é uma exposição que pega a história da gravura brasileira dos anos 30 até agora. São 80 anos. Tem mais de 300 obras”.
Além de seu ateliê em sua casa, Sergio construiu com sua família o espaço Contraponto. É um local onde dá aulas de pintura, desenho e gravura. Funciona também como um espaço de trocas, pois convida pessoas de outras áreas para discutir o que se cria em comum. Há um teatro e um salão de conferências e exposições. Muitos dos eventos são gratuitos.
Sobre Sara Carone

A ceramista Sara Carone.
Paulistana, Sara Carone iniciou seu contato com a arte em seu ateliê nos fundos de casa, onde tinha aulas com Yoshia Takaoka e Waldemar da Costa. Aluna distraída, repete o segundo ano primário na Escola de Aplicação ao Ar Livre D. Pedro I. Em 1957, desperta o interesse pela cerâmica ao ingressar na Escola São Paulo, onde tinha aulas com Ima Rosberg. A convite, passou então a frequentar o ateliê particular de Ima, onde esculpe a cabeça de uma colega em obra comentada no ensaio “Feminina, táctil, musical”, em 1992.
Com o sonho de se tornar bailarina, estragado por um acidente de bicicleta, Sara presta medicina e odontologia e opta pela segunda opção. Sempre passava suas férias em São Paulo e pintava com Takaoka, antiga professora, e ao trabalhar a natureza morta, sente-se absorvida por esta arte.
Sara inscreve-se no ateliê de Luigi Zanotto na cidade onde cursava a faculdade, e então decide largar o curso de odontologia para se dedicar às artes. Morou em países da Europa, casou-se e veio morar na Vila Madalena, mais precisamente na rua Morás, em 1980, onde vive até hoje.
Aos 37 anos, Sara se lançou em aulas de torno cerâmico e passou a fazer suas próprias esculturas. Nos anos 90 fez exposições no Japão, no Canadá, e ainda produz.










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