Ganu, artista visual e cidadão do mundo

Ganu é artista autodidata.
Ganu é Claudio Sacramento Figueiredo. Isso porque seu nome artístico já assumiu sua identidade no dia a dia, e sua alcunha de batismo permanece apenas nos papéis que o registram como brasileiro, paulistano e cidadão. Aos 27 anos, dono de uma invejável produção visual, Ganu se apropria de diversas formas de expressão para viajar por outros mundos, comunicar-se com as pessoas e apresentar novas possibilidades.
Do grafite à tela, passando pela ilustração, seu nome é, na verdade, uma sigla, que significa “Genuíno Artista Não Utilizado”.”É um apelido ilógico e gosto porque não há sentido. É como se as pessoas tivessem falando com elas mesmas e também é uma forma de observar o que seria arte. Não é útil [a arte]? Se tudo que olharmos é a mente que torna concreto, deixo o Ganu ser um espelho das pessoas”, explica prolixamente o artista.
A arte, para ele, está intimamente relacionada ao fato de pensar e toma todo seu tempo. “Faço arte 24 horas por dia. O trabalho é prioridade de todos, mas você se questiona no dia a dia. De algum modo, mostra seu pensamento ganhando dinheiro para isso ou não”, conta Ganu.
Ganu não é morador da Vila Madalena, mas ao ser perguntado sobre sua relação com o bairro, surpreendeu afirmando pertencer a todos os lugares. “Eu tenho relação com todas as vilas, bairros, países e pessoas. Minhas pinturas não são apenas uma vila e nem me inspiro num único grão de areia”, explica com propriedade. Também quisemos saber sobre sua opinião sobre a produção artística daqui, mas Ganu tem gênio forte, e disse de bate e pronto: “Grafite tá na rua para que todos vejam e há gosto para tudo neste mundo. Não sou crítico de arte”.
O artista diz que nasceu com inclinação para as artes. Suas inspirações e influências são infinitas, advindas do real e do ilusório. “No âmbito do real, água terra, fogo e ar são as bases matemáticas que me inspiram. A soma é o que pinto, o ilusório, o que não podemos tocar, a divisa e os sentimentos”, poetiza Ganu.
Para terminar a entrevista, perguntamos como ele gostaria que sua arte fosse percebida. “Isso é uma pergunta forte, porque é complexa demais. É o mesmo que perguntar como as pessoas teriam que ser para mim ou como eu deveria ser para elas. Temos inúmeras opiniões”, conta. Conheça um pouco do trabalho deste excepcional artista visual na galeria abaixo ou então visite seu Flickr clicando aqui.
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