Ceramista Sara Carone indica o pintor Manoel Fernandes

Gustavo Angimahtz em 17/10/11

Imagem: Gustavo Angimahtz

Sara Carone, posando com sua primeira escultura. Ao fundo, obra de Manoel Fernandes.

Dando continuidade à nossa corrente de indicações na região da Vila Madalena, fomos à casa e ateliê da ceramista Sara Carone. Indicada por Sergio Fingermann na última edição do “Eu Indico” do VilaMundo, Sara  se mostrou muito animada para gravar sua indicação. Fomos muito bem recebidos, por ela, sua filha, seu marido e seus dois cachorros (um velho companheiro e um vira-lata que foi adotado após sofrer maus tratos do antigo dono).

Por todos os lados, cerâmicas que produziu durante sua vida. Algumas peças muito detalhadas e outras inacabadas ocupam prateleiras, mesas, estantes, parapeitos de janela e todas as paredes de seu ateliê, misturadas às obras produzidas por seus alunos e pelos alunos de sua filha, que também leciona arte em cerâmica.

Imagem: Gustavo Angimahtz

Um pedaço de um cupinzeiro ocupa quase toda uma prateleira.

Imagem: Gustavo Angimahtz

Vasos de Sara ainda na Sala de sua casa, onde funciona seu ateliê.

Imagem: Gustavo Angimahtz

Na prateleira de cima, é possível ver um ninho de João de Barro, um presente de um amigo.

Imagem: Gustavo Angimahtz

Mesa na entrada da casa de Sara Carone exibe peças confeccionadas por ela.

Além das peças, Sara guarda alguns objetos que lhe foram dados de presente, e que ela adora. Um pedaço de cupinzeiro, um ninho de João de Barro e um coral marinho se confundem com as peças produzidas pelas mãos humanas. Estas peças são amostras da origem da inspiração da artista. Na sala, ao lado do sofá, clicamos Carone ao lado de sua primeira escultura, um busto de uma mulher. Coincidentemente, o quadro que ilustra a foto é um presente de sua indicação, o pintor Manoel Fernandes, que também vive na Vila Madalena. E foi na bancada de seu ateliê que decidimos registrar a indicação de Sara.

Imagem de Amostra do You Tube

Sobre o pintor Manoel Fernandes

Imagem: divulgação

Obra recente (pós 2000) de Manoel Fernandes.

O renomado pintor Manoel Fernandes vive e trabalha em São Paulo, mas grande parte de sua carreira como artista deu-se no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos. É formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie, e em desenho pela Escola de Arte Brasil; pela Accademia di Belle Arti de Roma, Itália; Tyler School of Art – Temple University, também de Roma; e na Accademia Raffaelo, da cidade italiana de Urbini.

Fernandes já lecionou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e em diversas faculdades e projetos, além de ter sido curador de exposições e palestrante em inúmeros eventos.

Como artista, já expôs suas obras em dezenas de mostras coletivas em cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, e em estados americanos, como Califórnia, Chicago, Nova Iorque, Flórida e Los Angeles. Realizou exposições individuais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e ganhou o prêmio “Viagem ao Exterior” no “VI Salão de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro.

Algumas obras de Manoel Fernandes estão alocadas em coleções particulares e públicas de importantes nomes nacionais e internacionais. Entre os proprietários estão Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Sesc São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Museum of Latin American Art de Long Beach, na Flórida.

Sobre a ceramista Sara Carone
Imagem: Gustavo Angimahtz

Sara fixa as peças na máquina com pedaços de argila ao redor para que a rotação não provoque um acidente.

Paulistana, Sara Carone iniciou seu contato com a arte em seu ateliê nos fundos de casa, onde tinha aulas com Yoshia Takaoka e Waldemar da Costa. Aluna distraída, repete o segundo ano primário na Escola de Aplicação ao Ar Livre D. Pedro I. Em 1957, desperta o interesse pela cerâmica ao ingressar na Escola São Paulo, onde tinha aulas com Ima Rosberg. A convite, passou a frequentar o ateliê particular de Ima, onde esculpe a cabeça de uma colega em obra comentada no ensaio “Feminina, táctil, musical”, em 1992.

Com o sonho de se tornar bailarina, estragado por um acidente de bicicleta, Sara presta medicina e odontologia e opta pela segunda. Sempre passava suas férias em São Paulo e pintava com Takaoka, antiga professora, e ao trabalhar a natureza morta, sente-se absorvida por esta arte.

Sara inscreve-se no ateliê de Luigi Zanotto na cidade onde cursava a faculdade, e então decide largar o curso de odontologia para se dedicar às artes. Morou em países da Europa, casou-se e veio morar na Vila Madalena, mais precisamente na rua Morás, em 1980, onde vive até hoje.

Aos 37 anos, Sara se lançou em aulas de torno cerâmico e passou a fazer suas próprias esculturas. Nos anos 90 fez exposições no Japão, no Canadá, e ainda produz.

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