Cidão despede-se da Vila Madalena
“Silêncio
O sambista está dormindo
Ele foi, mas foi sorrindo
A notícia chegou quando anoiteceu”
[Trecho de "Silêncio no Bexiga", de Geraldo Filme]
A Vila Madalena e a cidade de São Paulo acabam de perder o precursor de um reduto do samba e do choro paulista. Cidão, proprietário do bar que leva seu nome, morreu ontem (23/7) aos 67 anos.
Rose de Melo, sua esposa, relata que Aparecido Pereira de Melo sentiu-se mal durante a tarde de segunda-feira e foi levado ao Hospital Santa Paula, na zona sul de São Paulo, onde sofreu uma parada cardíaca.
O enterro ocorre hoje, às 17h30, no Cemitério da Paz no Morumbi. Cidão deixa quatro filhos.
Tradição
Cidão largou sua profissão de caminhoneiro e inaugurou o bar em 1997. Desde então, a casa abre suas portas para as rodas de samba todos os dias da semana. O próprio Cidão costumava servir a freguesia. O bar já recebeu nomes como Fabiana Cozza, Aldo Bueno, Yamandu Costa, Beth Carvalho, entre outros.
Desde a manhã desta terça-feira, vários frequentadores do bar e amigos de Cidão têm deixado manifestações nas redes sociais. O bar continuará funcionando, inclusive hoje (24), comandado por Rose.
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