Negócios criativos movimentam a Vila Madalena; assista aos vídeos

Da Redação em 01/07/14

Pessoas exercendo sua criatividade e movimentando a economia com seu trabalho, empresas que dependem do talento de seus fundadores e funcionários. A Vila Madalena está cheia de empreendimentos como esses. Distribuídos em 13 áreas – arquitetura, publicidade, design, artes e antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, softwares de lazer e música -, estes empreendimentos fazem parte de um novo segmento, conhecido como economia criativa.

As empresas da economia criativa já movimentam R$ 381 milhões, ou 2,6% do PIB brasileiro, segundo mapeamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Consulte o mapeamento da Indústria Criativa no Brasil de 2012

O VilaMundo visitou alguns endereços da Vila Madalena que integram os setores da economia criativa. Conheça a história deles.

1ª parada: Café Aprendiz

Os trabalhadores das artes culinárias – como chefs de cozinha, de confeitaria e bar – somam 18 mil profissionais em todo o país. “O Café Aprendiz não é um simples restaurante, é um espaço de encontro, que promove desenvolvimento humano”, define a gerente Josi Lourenço. O programa de formação contrata funcionários sem experiência e os insere num plano de carreira. Inclusive, a atual chef de cozinha, Val Gonçalves, teve sua graduação em gastronomia custeada pelo restaurante. Além disso, o Café Aprendiz mantém outros projetos que se relacionam com a comunidade como o Yoga na Praça e o OldNet, no qual alunos do ensino médio ensinam informática para idosos.

R. Belmiro Braga, 188, Vila Madalena. Tel.: (11) 3819-1035

2ª parada: Ateliê em rede

A Vila Madalena é um bairro conhecido por abrigar um grande número de ateliês. A proposta do Ateliê em Rede emergiu da necessidade de um espaço para criar e produzir, onde os artistas pudessem viver uma experiência em rede. A casa nasceu em conjunto com iniciativas como Madalena80 e Laboriosa89.

Os custos de operação, máquinas e materiais do ateliê são sustentados pela rede. A casa é aberta e quem quiser usar o espaço basta chegar e fazer uma cópia da chave. Não há uma hierarquia ou centralização de controle e nem funções definidas. A única regra é que uma produção não interfira na produção de outro. Thais Pfaff, artista plástica e membro do ateliê, acredita que “em breve, o modelo colaborativo vai deixar de ser uma escolha e passar a ser uma necessidade das cidades por causa dos benefícios que o formato pode trazer”.

Clique aqui pra acompanhar os eventos da casa

R. Fradique Coutinho, 1784, Pinheiros.

3º parada: Apartamento 61

O Apartamento 61 é uma loja online de móveis antigos criada por um casal que vive em Pinheiros. Andre Visockis e Vivian Lobato criaram um sistema diferenciado, no qual o comprador fica sabendo o real lucro da peça. “A etiqueta mostra o que sobra pra gente depois daquela peça pagar uma porcentagem de gastos da empresa”, afirma Visockis. “Queremos um comércio mais humano, justo, sustentável e consciente”, completa Vivian.

Essa é uma das dificuldades dos empreendedores criativos: convencer pessoas do preço de uma ideia . De acordo com o estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), realizado em 2012, a indústria criativa é um segmento que concentra profissionais jovens e com salários 42% acima da média nacional.

4ª parada: Estufa de Ideias

Dentro de uma pequena porta na esquina da Rua Inácio Pereira da Rocha com a Horácio Lane, funciona o escritório A Estufa. “Não é um coletivo, nem um hub, nem cowoking. Somos um híbrido desses dois: todos os projetos pagam o mesmo valor, independentemente do espaço que utilizam”, explica Deco Benedykt, que está à frente da produtora Ahh!, integrante d’A Estufa.

A produtora trabalha a gestão e produção de conteúdo transmídia e também produz a revista Efêmero Concreto, que traz conteúdo totalmente voltado para a relação – antiga e cada vez mais relevante – entre arte e cidade. Além destes, outros projetos são pensados e construídos dentro daquela pequena portinha: A Saúva Cultural, o Parede Viva, o Catarse e o Acupuntura Urbana.

Os projetos trocam, se ajudam e usam os serviços uns dos outros. É uma nova maneira de trabalhar somando esforços e talento. Deco adianta para o VilaMundo que no dia 22 de setembro promoverão um evento na Praça das Artes para discutir o colaborativismo e como ele está transformando a cidade.

R. Inácio Pereira da Rocha, 25, Vila Madalena.



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Comentários (5)
Maria Laura Vicente 12 de julho de 2014 às 13:15

Maravilho,muito criativo,por este motivo que a Vila cresce mais e mais,é pioneira em possibilidades,amei,e vou correndo matar saudades deste lugar que conheço.

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